UMA HISTÓRIA DE PESCADOR
─ Márcio, o que é aquilo no meio do lago? Parece uma
cobra.
─ Que nada! É uma vara de pesca. Vou buscá-la.
Estávamos, meu irmão mais novo e eu pescando num lago tranquilo enquanto meu marido e minha cunhada se abrigavam sob um guarda-sol. Os meninos jogavam bola na areia.
Pescávamos dentro d’água. Até a altura do umbigo.
As iscas... bem, nós trazíamos dependurada no pescoço uma latinha contendo minhocas.
Estava muito boa a pesca naquele dia. A água estava ligeiramente morna e para nos proteger do sol usávamos boné.
Eu e o mano pescávamos relativamente perto um do outro e conversávamos enquanto nos divertíamos.
Somos os dois apaixonados por pesca.
─ Não vai dar uma de maluco. O lago é grande demais.
─ É uma boa vara. Vou buscá-la.
─ Não vá. Não faça isso.
─ Que nada, vou sim.
E ele foi mesmo. Entregou-me a sua vara de pesca para cuidar e dependurou mais uma latinha em meu pescoço.
E foi nadando, nadando.
Eu pedia para parar. Sabia que ele não era tão bom nadador e que o lago era bem profundo.
O filho dele, vendo o pai se atirar nesta aventura, resolveu segui-lo e foram os dois.
Eu caminhava dentro d’água com duas varas nas mãos.
Não sabia se jogava. Mas temia também me jogar numa aventura destas.
Numa certa altura notei que meu irmão ia se afogar. Ele tentava chegar até o local onde a vara estava e nada. O filho também não o alcançava.
Finalmente ele alcançou a vara e fazia uma força enorme para arrastá-la enquanto só nadava usando a outra mão.
Meu marido, que sempre foi excelente nadador, nadou ao seu alcance e em pouco tempo estavam os três em pé de volta.
Meu irmão trazia orgulhosamente a vara de pesca e o mais surpreendente. Ela trazia iscado um enorme peixe: uma tilápia bem gorda.
Meu irmão disse que imaginou que havia um peixe, mas não pensou que fosse tão grande. Minha cunhada lhe deu uma bronca enorme e ele sorria naquele jeito tão dele.
Ainda bem que esta aventura acabou bem.
Chegando em casa preparamos o peixe para o jantar.
Tempos depois ele foi pescar em outro local e acabou perdendo a tal vara vermelha e preta, a vara que eu pensei que fosse uma cobra.
Ainda arrepia-me relembrar a aflição que senti vendo-o atirar-se a uma aventura destas.
É uma história de pescador, mas verídica. Eu a transcrevi exatamente como aconteceu.
─ Que nada! É uma vara de pesca. Vou buscá-la.
Estávamos, meu irmão mais novo e eu pescando num lago tranquilo enquanto meu marido e minha cunhada se abrigavam sob um guarda-sol. Os meninos jogavam bola na areia.
Pescávamos dentro d’água. Até a altura do umbigo.
As iscas... bem, nós trazíamos dependurada no pescoço uma latinha contendo minhocas.
Estava muito boa a pesca naquele dia. A água estava ligeiramente morna e para nos proteger do sol usávamos boné.
Eu e o mano pescávamos relativamente perto um do outro e conversávamos enquanto nos divertíamos.
Somos os dois apaixonados por pesca.
─ Não vai dar uma de maluco. O lago é grande demais.
─ É uma boa vara. Vou buscá-la.
─ Não vá. Não faça isso.
─ Que nada, vou sim.
E ele foi mesmo. Entregou-me a sua vara de pesca para cuidar e dependurou mais uma latinha em meu pescoço.
E foi nadando, nadando.
Eu pedia para parar. Sabia que ele não era tão bom nadador e que o lago era bem profundo.
O filho dele, vendo o pai se atirar nesta aventura, resolveu segui-lo e foram os dois.
Eu caminhava dentro d’água com duas varas nas mãos.
Não sabia se jogava. Mas temia também me jogar numa aventura destas.
Numa certa altura notei que meu irmão ia se afogar. Ele tentava chegar até o local onde a vara estava e nada. O filho também não o alcançava.
Finalmente ele alcançou a vara e fazia uma força enorme para arrastá-la enquanto só nadava usando a outra mão.
Meu marido, que sempre foi excelente nadador, nadou ao seu alcance e em pouco tempo estavam os três em pé de volta.
Meu irmão trazia orgulhosamente a vara de pesca e o mais surpreendente. Ela trazia iscado um enorme peixe: uma tilápia bem gorda.
Meu irmão disse que imaginou que havia um peixe, mas não pensou que fosse tão grande. Minha cunhada lhe deu uma bronca enorme e ele sorria naquele jeito tão dele.
Ainda bem que esta aventura acabou bem.
Chegando em casa preparamos o peixe para o jantar.
Tempos depois ele foi pescar em outro local e acabou perdendo a tal vara vermelha e preta, a vara que eu pensei que fosse uma cobra.
Ainda arrepia-me relembrar a aflição que senti vendo-o atirar-se a uma aventura destas.
É uma história de pescador, mas verídica. Eu a transcrevi exatamente como aconteceu.
sonia delsin
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