UM COCHILO
Dormi mal esta noite. Para falar a verdade nem dormi.
Foi por este motivo que me deitei na rede nesta manhã.
Olho o céu.
Vejo nuvens prometendo chuva para a tarde.
À medida que os anos passam aprendemos até um pouco de meteorologia.
Um urubu aparece no céu nesta manhã. Um único e solitário urubu.
Eu o olho e penso nas minhas asas.
Quem de nós não as tem?
Se o pensamento nos leva onde queremos estar!
Posso voltar ao passado na hora que quiser e posso escolher os lugares, as ocasiões.
Posso viajar pelo próprio presente. Com o coração posso visitar a quem eu desejar.
E posso voar para o futuro.
Tudo pode ser como eu imaginar.
Deitei aqui para tirar um cochilo e estou a pensar na vida.
Posso ver daqui o meu pé de acerola. Já está adulto, produzindo.
Hoje bem cedinho apanhei um punhado de frutas e deixei algumas para os sanhaços.
Gosto da festa que eles fazem quando vêm aqui.
Ouço algumas vozes ao longe. O caminhão do gás, com sua musiquinha chata está passando por alguma rua na redondeza.
Estas musiquinhas tão conhecidas.
Penso nos motoristas destes caminhões o dia todo as ouvindo.
Penso que temos que viver esta matéria que aqui se apresenta.
Meu cão late, outro responde.
O silêncio da manhã começa a se encher de sons.
É alguém que acelera um carro, uma criança que grita.
Acabei não cochilando.
Pensei em tanta coisa e acabei escrevendo estas linhas.
Foi por este motivo que me deitei na rede nesta manhã.
Olho o céu.
Vejo nuvens prometendo chuva para a tarde.
À medida que os anos passam aprendemos até um pouco de meteorologia.
Um urubu aparece no céu nesta manhã. Um único e solitário urubu.
Eu o olho e penso nas minhas asas.
Quem de nós não as tem?
Se o pensamento nos leva onde queremos estar!
Posso voltar ao passado na hora que quiser e posso escolher os lugares, as ocasiões.
Posso viajar pelo próprio presente. Com o coração posso visitar a quem eu desejar.
E posso voar para o futuro.
Tudo pode ser como eu imaginar.
Deitei aqui para tirar um cochilo e estou a pensar na vida.
Posso ver daqui o meu pé de acerola. Já está adulto, produzindo.
Hoje bem cedinho apanhei um punhado de frutas e deixei algumas para os sanhaços.
Gosto da festa que eles fazem quando vêm aqui.
Ouço algumas vozes ao longe. O caminhão do gás, com sua musiquinha chata está passando por alguma rua na redondeza.
Estas musiquinhas tão conhecidas.
Penso nos motoristas destes caminhões o dia todo as ouvindo.
Penso que temos que viver esta matéria que aqui se apresenta.
Meu cão late, outro responde.
O silêncio da manhã começa a se encher de sons.
É alguém que acelera um carro, uma criança que grita.
Acabei não cochilando.
Pensei em tanta coisa e acabei escrevendo estas linhas.
sonia delsin

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