A PAZ DO LAGO
À sua volta um pequeno bosque me convidou a caminhar.
Havia no ar alguma magia porque eu consegui me acalmar e colocar muitas coisas no lugar naquele dia.
Olhando aquela imensidão de água parada pensei muito na vida. Nos últimos acontecimentos.
Um bem-te-vi estava sempre a cantar e aquilo me trazia tanta paz.
A água parecia me dizer que eu devia me acalmar.
Que devagar todas as coisas tendem a se encaixar. A se consertar.
Uma carpa nadava calmamente e com minha aproximação afundou na água um tanto barrenta.
Algumas capivaras preguiçosamente descansavam ao sol.
Uma placa com os dizeres: Proibido nadar, caçar ou pescar neste local.
Fiquei olhando tudo e recordando minha infância. Recordando outros dias vividos. Tantas vezes estive num lago parecido pescando ou nadando.
Mas neste dia eu só queria mesmo era sentir a paz do lago.
Sentir o silêncio ser interrompido somente com um canto de pássaro.
Pensei no quanto vamos mudando com o tempo.
Meus olhos só queriam neste dia descansar e admirar. Minha alma só queria o sossego.
Poucas palavras.
A brisa leve.
O balançar das folhas. O vento encrespando levemente a água.
Aquele lago esteve conversando comigo naquele dia. Ele me falou sem palavras. Eu fui sentindo as mensagens.
Era de calma que eu andava precisando. Só de muita calma e o lago a trouxe para mim.
sonia delsin
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